Ciência. Comunidade. Conservação.

A Expedição Científica Madeira Ocean 2026 marca o início de um percurso de longo prazo para reforçar a conservação marinha em todo o Arquipélago da Madeira.
3
ilhas
exploradas
2-28 OUTUBRO
expedição
científica
AMPs
long-term monitoring & priority areas for protection
Mas esta expedição é muito mais do que uma missão científica.
Assenta em décadas de liderança regional na investigação e conservação marinhas, contribuindo para a visão da Madeira de uma rede de Áreas Marinhas Protegidas resiliente e eficazmente gerida, com base na ciência e alinhada com as melhores práticas internacionais. Ao combinar investigação de ponta e metodologias inovadoras, colaboração e envolvimento das comunidades, a expedição contribuirá para garantir que as decisões de conservação continuem fundamentadas em evidência científica sólida.
Ao longo de um mês, a expedição será uma plataforma aberta à colaboração entre instituições de investigação, autoridades governamentais, comunidades locais e sociedade civil. A par do programa científico, promoverá a literacia do oceano através de atividades educativas, transmissões em direto a partir do navio de investigação Santa Maria Manuela, iniciativas com as comunidades e conteúdos digitais, aproximando das pessoas a ciência que sustenta a conservação marinha.
A Expedição Científica Madeira Ocean 2026 é a primeira de duas expedições complementares integradas no Programa Madeira Ocean. Em conjunto, irão criar a base de conhecimento necessária para avaliar, reforçar e expandir a rede de Áreas Marinhas Protegidas da Madeira, contribuindo para a conservação a longo prazo de uma das regiões marinhas mais notáveis do Atlântico Norte.
Os trabalhos científicos começam em setembro com a campanha científica ao Monte submarino Seine, realizada no âmbito do projeto europeu Horizon Europe SEAMPHONI, do MARE-Madeira/ARDITI.
Esta missão tem como objetivo avaliar os valores naturais deste habitat prioritário, localizado a nordeste do Porto Santo, ao instalar equipamentos de monitorização audiovisuais e de DNA que serão recolhidos posteriormente ao final de um ano.
METODOLOGIAS DA EXPEDIÇÃO
Como os cientistas estudam o oceano

Avaliação científica da zona intertidal (faixa da costa que fica descoberta durante a maré baixa e submersa durante a maré alta). Consiste na observação e registo da biodiversidade intertidal, bem como na quantificação da presença de lixo marinho. Estão também a ser descarregados dados de temperatura dos EnvLoggers instalados ao longo da costa rochosa.
Foco: Espécies intertidais, como lapas, caranguejos, mexilhões, estrelas-do-mar, anémonas e outras espécies presentes nas poças de maré.

A água do mar é filtrada ao longo de transectos costeiros para captar vestígios de ADN libertados por organismos marinhos. Esta técnica permite a deteção de espécies que podem não ser facilmente detetadas através de outros métodos.
Foco: Peixes ósseos e cartilaginosos.

Estações de investigação marinha na zona intermédia da coluna de água que utilizam sistemas de câmaras flutuantes com isco para registar e monitorizar espécies pelágicas em mar aberto.
Foco: Peixes pelágicos de interesse comercial, tubarões, grandes mamíferos marinhos (baleias e golfinhos), tartarugas marinhas.

Mergulho científico para realização de censos visuais da biodiversidade marinha. Estes dados permitirão estimar a abundância, a biodiversidade e a biomassa.
Foco: Fauna e flora marinhas da Madeira, em profundidades aproximadas de 20–30 metros.

Bentónicas – instaladas no fundo do mar, são estações de câmaras fixas que utilizam isco para atrair organismos marinhos, permitindo aos investigadores observar e registar a vida marinha no fundo do mar.
Foco: Peixes demersais, tubarões e raias, e invertebrados bentónicos móveis com comportamento necrófago, como caranguejos e lagostas.

Robôs subaquáticos equipados com câmaras, sonar e sensores ambientais para mapear e explorar habitats a profundidades que ultrapassam os limites do mergulho:
- ROVs são operados remotamente em tempo real e registam imagens e vídeo do fundo marinho.
- AUVs operam de forma autónoma em missões pré-programadas.
- USVs são embarcações robóticas de superfície.
Tanto os AUVs como os USVs estão equipados com sensores que permitem medir parâmetros físico-químicos do oceano e cartografar o fundo marinho.
Foco: Cartografia do fundo marinho e biodiversidade bentónica a profundidades de cerca de 30–200 metros (por exemplo, corais de águas frias e esponjas).

Câmara acoplada à embarcação que permite analisar ecossistemas de profundidade através da recolha de imagens e vídeo.
Foco: Biodiversidade bentónica entre 200 e 500–600 metros de profundidade.

Os mergulhadores científicos recolhem macroalgas e invertebrados bentónicos representativos, recorrendo a técnicas de raspagem e amostragem por quadrados, para uma identificação detalhada das espécies.
Foco: Fauna e flora marinhas da Madeira, em profundidades aproximadas de 20–30 metros.

Observações realizadas com binóculos e recurso a hidrofones — microfones subaquáticos especializados que permitem ouvir, gravar e localizar cetáceos.
Foco: Aves marinhas, mamíferos marinhos e tartarugas marinhas.

Recolha de amostras para análise de microplásticos, plásticos e contaminantes (metais pesados, entre outros) em laboratórios especializados. Inclui ainda a observação de lixo marinho e de artes de pesca perdidas.
Foco: Pressões de origem humana sobre o meio marinho.
PLATAFORMAS PRINCIPAIS

SANTA MARIA MANUELA

OBSERVATÓRIO I

CATAMARÃ FEEL GOOD I

EMBARCAÇÃO DE PESCA PONTA CALHAU

MONACHUS

RESTINGA

Saiba mais sobre as áreas marinhas protegidas existentes no arquipélago da Madeira
PROMOTORES DA EXPEDIÇÃO
O Governo Regional da Madeira é o órgão executivo superior da Região Autónoma da Madeira, responsável pela condução da política regional e administração pública. No que respeita ao Mar atua essencialmente, nas suas respetivas áreas de intervenção, através da Direção Regional do Ambiente e Mar, Instituto das Florestas e Conservação da Natureza, ambas tuteladas pela Secretaria Regional do Turismo, Ambiente e Cultura, e pela Direção Regional de Pescas, tutelada pela Secretaria Regional da Agricultura e Pescas.
O Instituto das Florestas e Conservação da Natureza, IP-RAM (IFCN) é o organismo responsável pela conservação da natureza, gestão das áreas protegidas e valorização do património natural da Região Autónoma da Madeira.
O trabalho de conservação da natureza na Madeira teve início na década de 1970, com a implementação das primeiras medidas de proteção dos ecossistemas mais representativos do arquipélago. Este percurso marcou o início de uma estratégia contínua de preservação do património natural, que conduziu à criação e consolidação de uma rede de áreas protegidas terrestres e marinhas, reconhecidas pela sua excecional biodiversidade e importância ecológica.
Atualmente, o IFCN desenvolve um trabalho integrado de conservação, monitorização, investigação e sensibilização ambiental, promovendo a gestão sustentável dos habitats e das espécies e contribuindo para a proteção dos ecossistemas marinhos da Madeira.
A Expedição às Áreas Marinhas Protegidas insere-se neste legado de mais de cinco décadas de conservação, aproximando o público da riqueza natural do mar da Madeira e dando a conhecer o trabalho desenvolvido pelo IFCN na proteção das áreas marinhas protegidas. A iniciativa pretende reforçar o conhecimento científico, sensibilizar para a importância da conservação da biodiversidade marinha e incentivar o envolvimento da sociedade na preservação deste património único para as gerações futuras.
Saiba mais em https://ifcn.madeira.gov.pt/
A ARDITI impulsiona o desenvolvimento da ciência, tecnologia e inovação na Madeira, atraindo investimento em I&D, valorizando o talento científico regional e aproximando empresas, centros de investigação e entidades públicas. Através da gestão e apoio a projetos regionais, nacionais e internacionais, atua em áreas estratégicas como tecnologias robóticas (oceânicas e aéreas), ecologia e biologia marinha, saúde e transformação digital.
Saiba mais em https://www.arditi.pt/
A Fundação Oceano Azul é uma fundação internacional criada em 2016. Sob o mote From the ocean’s point of view, a missão é servir o oceano com determinação e propósito, promovendo ações concretas e compromissos decisivos que protejam a vida no planeta. Fazemo-lo ao promover a conservação baseada na ciência, ao assegurar mudanças políticas determinantes e ao transformar os paradigmas de tomada de decisão, com vista a alcançar um oceano saudável, resiliente e sustentável.
Saiba mais em https://oceanoazulfoundation.org/
Reconhecido três vezes como “o melhor aquário do mundo” pelo Tripadvisor’s Travellers’ Choice, o Oceanário de Lisboa é um aquário público de referência mundial, um lugar que traz o oceano para a cidade através das quase 500 espécies marinhas que o habitam. A missão do Oceanário é encorajar os visitantes a aprender mais sobre o oceano, tornando-os conscientes da sua própria responsabilidade na conservação do nosso património natural através da mudança do seu comportamento em direção a uma sociedade mais sustentável. O Oceanário desenvolve atividades educativas, colabora em projetos de investigação científica e de conservação da biodiversidade marinha que promovem o desenvolvimento sustentável do oceano.
Saiba mais em https://www.oceanario.pt/
National Geographic Pristine Seas é um projeto de exploração, investigação e media, fundado e liderado pelo Explorer in Residence da National Geographic, Enric Sala. A equipa do Pristine Seas é composta por cientistas, especialistas em política, e cineastas, que trabalham para inspirar a criação e gestão de áreas marinhas protegidas, onde a vida marinha tenha a possibilidade de prosperar. O projeto Pristine Seas já ajudou a inspirar a criação de 31 das maiores reservas marinhas da Terra, que abrangem cerca de 7 milhões de quilómetros quadrados de oceano.
Saiba mais em https://nationalgeographic.org/explore/programs/pristine-seas
PARCEIROS CIENTÍFICOS

















APOIOS
- Hotel Vila Baleira
- Marina da Quinta do Lorde
- Marina da Calheta
- Madeira Sea Emotions
- Gabinete da Administração Pública Regional no Porto Santo (GAPS)
SOBRE O PROGRAMA MADEIRA OCEAN
O Programa Madeira Ocean é uma parceria de longo prazo dedicada a reforçar e expandir a rede de Áreas Marinhas Protegidas da Região Autónoma da Madeira, através de uma conservação com base na ciência, de uma gestão eficaz e de uma ampla colaboração.
Lançado em 2026 pelo Governo Regional da Madeira, pela Fundação Oceano Azul, pela ARDITI e pela National Geographic Pristine Seas, o programa reúne ciência, políticas públicas e envolvimento das comunidades, contribuindo para a proteção a longo prazo dos extraordinários ecossistemas marinhos da Madeira e promovendo, simultaneamente, a literacia do oceano, a capacitação das instituições e uma economia azul sustentável.
A exploração científica é uma das iniciativas emblemáticas do programa «Madeira Ocean», que terá início com a Expedição Científica de 2026 e prosseguirá com uma série de expedições científicas em 2027. Em conjunto, estes esforços proporcionarão as provas científicas necessárias para orientar futuras decisões em matéria de conservação e reforçar a liderança da Madeira na proteção marinha.

Expedição 2027
Ilhas Selvagens e mar profundo
Esta expedição centrar-se-á nas Ilhas Selvagens e nos ecossistemas oceânicos e de mar profundo da Madeira. Recorrendo à melhor tecnologia disponível para a exploração do mar profundo, a expedição procurará colmatar lacunas de conhecimento relacionadas com a biodiversidade, os Ecossistemas Marinhos Vulneráveis (EMV), a conectividade ecológica, os processos oceanográficos e o planeamento da conservação marinha em grande escala na Madeira. Irá também concluir os levantamentos do recenseamento visual subaquático (UVC) nas Ilhas Desertas, que não puderam ser realizados em 2026, para evitar perturbar a foca-monge-do-Mediterrâneo durante a sua época de reprodução. Poderão ainda ser realizadas atividades científicas adicionais para complementar os conhecimentos existentes e colmatar as lacunas de informação remanescentes.









